A Single Man

Direito de Amar

Los Angeles, 1962, no pico da Crise dos Mísseis de Cuba. George Falconer é um professor universitário de 52 anos, a tentar encontrar de novo um sentido para a vida, depois da morte do seu companheiro de sempre, Jim. George mergulha no passado e não consegue imaginar o seu futuro, quando o acompanhamos durante um único dia, onde uma série de encontros e acontecimentos o levam a decidir se afinal haverá ou não sentido para a vida depois de Jim. George é consolado pela sua amiga chegada Charley, uma beldade de 48 anos, também ela a lutar com as suas próprias questões acerca do futuro. E um jovem estudante de George, Kenny, que se está a aceitar como ele é, persegue George, vendo nele uma alma gémea…

De Tom Ford, com Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode, Jon Kortajarena.

A Single Man.2010.DVDRip.XviD-T0XiC/amiable Português-BR

A Single Man.2010.DVDRip.XviD-T0XiC/AMIABLE

NOTA IMDB: 8.0/10 (6,711 votos)

Aprovação no rottentomatoes: 86

DIREITO DE AMAR
(A Single Man, 2009)

Texto da tradutora:

Um dos últimos "filmes de oscar" sem legenda, não saiu subpack, fiz do aúdio, mas não será necessário correção, pois está bem fiel. Colin Firth atua muito bem, muitos acham que o oscar devia ter sido dele, mas ainda prefiro Jeff Bridges com seu "Crazy Heart". Filme sensível que trata de perdas e um dia decisivo na vida de um professor britânico, dia esse que foi programado meticulosamente, mas que sofrerá repentinas mudanças e nos leva a pensar se devemos julgar quem acha que a vida não deve ser vivida em sua plenitude. Drama sério, uma contemplação dos danos a que todos estão sujeitos e de nossa eterna dificuldade em lidar com perdas impostas pela vida.

Atenção à figurante, Aline Weber, é brasileira de Santa Catarina e uma verdadeira deusa, muito sexy, lembra Brigitte Bardot nos bons tempos.

Agradecimento à germanabh que, de novo, conferiu as regras de português. Nós te adoramos, geaurélia, rsrsrssr.

Sinopse:

A história de George (Colin Firth), um professor de Inglês que, após a morte súbita de seu parceiro Jim (Matthew Goode), tenta manter sua rotina em Los Angeles, a amizade com Charley (Julianne Moore) e lidar com a curiosidade de alunos como Kenny (Nicholas Hoult).

FICHA TÉCNICA:

Diretor: Tom Ford
Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Matthew Goode, Ginnifer Goodwin, Nicholas Hoult, Paulette Lamori
Produção: Tom Ford, Andrew Milano, Robert Salerno, Chris Weitz
Roteiro: Tom Ford, David Scearce, baseados em obra de Christopher Isherwood
Fotografia: Eduard Grau
Trilha Sonora: Abel Korzeniowski
Duração: 101 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Drama
Classificação: 14 anos

PRÊMIOS

- Indicado ao Oscar 2010: Melhor Ator (Colin Firth)

- Venceu Melhor Ator (Colin Firth), Queer Lion (Tom Ford) e foi indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2009

- Vencedor do Bafta de Melhor Ator (Firth) e indicado a Figurino (Arianne Phillips) em 2009

- Indicado ao Globo de Ouro 2010 de Melhor Ator (Firth), Trilha (Abel Korzeniowski) e Atriz Coadjuvante (Julianne Moore)

Coments IMDB:

- This is a powerful movie revolving around a remarkable performance by Colin Firth, 24 January 2010

- Cinema doesn't get much better than this, 24 September 2009

- A beautiful, heartbreaking, life-affirming film that's as warm and funny as it is devastating.

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"A VIDA É UM SUICÍDIO A LONGO PRAZO"

Quase como um editorial de moda, Single Man, encanta pela beleza visual e por retratar a força com que a solidão pode destruir a vida humana
Por Fernando de Albuquerque
Editor da Revista O Grito!, em Recife

O suicídio é algo difícil de se consubstanciar. Mesmo quando todas as despedidas já foram feitas. Mesmo quando todas as cartas foram escritas. E o momento final, ensaiado. Mesmo quando o escritório já se encontra vazio. Os papéis organizados, as contas pagas e a escolha do terno feita. A despedida dos melhores amigos realizada e o último desejo sexual finalmente concretizado na melhor forma de fazê-lo: o olhar. E mesmo assim, o tiro de misericórdia que damos a nós mesmos continua sendo difícil. Quase impossível.
É sobre o último dia de um suicida e os preparativos em torno de suas últimas resoluções que versa A Single Man que, mesmo depois de todo falatório, ainda dá o que render quando Direito de Amar, horrendo nome que ganhou na tradução brasileira, sobe nas telas.
O filme nos narra os motivos que levariam George Falconer (interpretado por Colin Firth em um de seus papeis mais comentados), um professor universiatário de literatura, a dar cabo de sua existência: o fim da felicidade ao lado de seu companheiro, Jim (Matheus Goode), e a extrema solidão a que foi recolhido vivendo numa casa de vidro. E cada acontecimento cotidiano lhe lembra a felicidade constante que viveu por 16 anos ao lado de Jim.
E A Single Man nos demonstra, a cada sequência, o quanto é dilacerante as consequências psicológicas da solidão ou do desgosto emocional. E o quão irreparável se torna o cotidiano defrontado à eventos trágicos.
O elenco, em todas as suas nuances, é o principal ponto forte do longa. Juliane Moore interpreta Charley, uma mulher extravagante e solitária que foi deixada pelo marido, pelo filho e que grita aos quatro ventos a necessidade de companhia à cada gole de gin. É dela uma das frases que resume a condição de George e de meio mundo de gente: "Eu tenho muitos amigos, mas nenhum deles precisa de mim". E assim ela vaticina a grande missão societária do casamento e da própria paixão.
Palmas também para Kenny (interpretando Nicholas Hoult). Ele é um jovem aluno de inglês que segue os passos de George por motivos um tanto "misteriosos". O personagem traz em si toda a sorte de pensamentos juvenis que depois de completar 30 anos todos nós julgamos desmedidos: o consumo irrestrito de álcool, drogas, atitudes inconsequentes e inseguras. E no final, Tom Ford, nos mostra que, mesmo quando bradamos que a juventude já não mais nos cabe ou nos é inadequada, é justamente ela que exibe a grande lição de que é possível começar de novo e renascer.
Quem rouba a cena contudo é Colin Firth. O inglês faz um George digno de todo tipo de aplauso e comemoração. A condição psicológica de George é ao mesmo tempo degradante e esperançosa. De uma forma que o contidiano já não sabe em suas aspirações e o trato diário passa a receber nada mais do que o cuidado necessário e o máximo de desatenção que pode ser dispendido.
George se levanta. Coloca o melhor terno em seu guarda-roupa. O nó windsor na gravata. A conversa trêmula com a empregada, a aula vazia na universidade, o encontro furtivo com um James Dean de araque em um supermercado, o amor da amiga Charley e, finalmente, o encontro com o sentido da vida, quando Kenny, dormindo com o máximo de candura demonstra que ainda é possível se apaixonar, ser feliz e lutar por algo.
E mesmo sobre tanta positividade, acontecimentos inesperados não param de acontecer e, de repente, tudo pode ir contra ao que se espera, principalmente quando já não há planos para a o próximo dia, não há planos para a próxima semana ou o mês que vem. Quando o cabelo cortado, a barba feita, as unhas aparadas, a casa arrumada e o testamento feito poupariam qualquer tipo de trabalho àqueles que encontrariam o corpo com a face estilhaçada por um tiro certeiro. E mesmo assim, a vida nos guarda saídas inexoráveis?
Mas não podemos deixar de salientar que A Single Man é bastante fértil em mensagens positivas e encorajadoras que devem ser consideradas. Mas temos de ter sempre em atenção que a vida é bastante imprevisível e que a qualquer momento toda a nossa existência pode ser alterada por uma caprichosa fatalidade.
DIREITO DE AMAR
Tom Ford
[A Single Man, EUA, 2009]


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Última legenda no site:

Me and Orson Welles, filme adorável. Nota 7,4.

Próxima: The Zookeeper, com Sam Neill, nota 7,7

Abraços,

daddy e alcobor

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alcobor.daddy@gmail.com

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